Morte Anestésica e Complicações Cirúrgicas Veterinárias: Auditoria Pericial de Falha Humana vs. Risco Inerente
20/08/2026
Publicado por Dr. Atilio Sersun Calefi
A perda de um paciente veterinário durante indução anestésica, cirurgia ou recuperação na internação é uma das maiores causas de litígios por erro médico. A questão jurídica central é: houve falha técnica profissional (imperícia/negligência) ou o óbito foi uma fatalidade decorrente do risco inerente ao procedimento?
O que a Perícia Audita nos Casos de Óbito Anestésico?
- Avaliação Pré-Anestésica (Classificação ASA): Se o médico veterinário solicitou exames cardiovasculares, renais e hematológicos adequados ao porte e idade do animal antes de iniciar o procedimento.
- Monitorização de Parâmetros Vitais: Presença de registros de capnografia (EtCO2), oximetria de pulso, eletrocardiograma e pressão arterial não-invasiva durante todo o procedimento.
- Protocolo de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP): Se as manobras de emergência (intubação, ventilação com pressão positiva, drogas vasoativas) foram instituídas em tempo hábil e em dosagens corretas.
Referência Científica:
DeLay J Perianesthetic Mortality in Domestic Animals: A Retrospective Study of Postmortem Lesions and Review of Autopsy Procedures. Vet Pathol, 2016;53(5):1078-86. DOI: 10.1177/0300985816655853.
Acessar Artigo Original no PubMed (PMID: 27371539)
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