Toxicologia Forense

Intoxicação Intencional de Animais: Análise Laboratorial e Provas em Juízo

20/08/2026
Publicado por Dr. Atilio Sersun Calefi

O envenenamento criminoso de animais domésticos gera comoção social e processos criminais sob a Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). No entanto, suspeitas clínicas isoladas não bastam perante o juiz: a condenação penal depende de um laudo toxicológico pericial analítico conclusivo.

O Fluxo da Investigação Toxicológica Forense

  1. Amostragem Estratégica: Coleta de pelo menos 50g a 100g de conteúdo estomacal, fígado, rins, urina e iscas suspeitas encontradas no local.
  2. Preservação Sem Formalina: O formol destrói muitas moléculas tóxicas. As amostras destinadas à toxicologia devem ser imediatamente congeladas a -20°C em frascos novos de vidro ou plástico livre de contaminantes.
  3. Rastreio e Confirmação: Uso de espectrometria de massas para confirmação inequívoca da estrutura química do praguicida ou fármaco letal.
Referência Científica:

Buchweitz JP et al. Malicious poisoning of a canine with the neuromuscular blocking agent rocuronium: a case report with postmortem quantitation. J Anal Toxicol, 2026;50(6):. DOI: 10.1093/jat/bkag005.

Acessar Artigo Original no PubMed (PMID: 41514164)
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Prof. Dr. Atilio Sersun Calefi
Sobre o Autor

Prof. Dr. Atilio Sersun Calefi

Pós-Doutor em Farmacologia Veterinária pela USP. Médico Veterinário e Biólogo. Consultor de toxicologia, farmacologia e patologia forense. Coordenador da CSVET Editora e preceptor.

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