Toxicologia Forense

Intoxicação por Estricnina em Cães e Gatos: Espasmos Tetânicos e Análise Toxicológica Forense

20/08/2026
Publicado por Dr. Atilio Sersun Calefi

A estricnina é um alcaloide vegetal extremamente potente obtido das sementes de *Strychnos nux-vomica*. Apesar de ter sua comercialização expressamente proibida no Brasil, ela ainda é traficada clandestinamente e utilizada de forma criminosa para envenenar cães e gatos em áreas urbanas e rurais.

Mecanismo de Ação e Sinais Post-Mortem

A estricnina antagoniza os receptores de glicina nos neurônios inibitórios da medula espinhal, provocando despolarização muscular descontrolada:

  • Rigidez Cadavérica Precoce e Intensa: O consumo fulminante de ATP durante as convulsões tetânicas ante-mortem acelera o *rigor mortis*, fixando o animal em posição de opistótono (corpo arqueado para trás).
  • Rastreio Laboratorial Específico: A identificação quantitativa de estricnina é feita por cromatografia gasosa acoplada a detector de massas (GC-MS) no conteúdo gástrico e fígado.
Referência Científica:

Cowan VE Strychnine poisoning in nontarget species in western Canada: A retrospective case series (2014 to 2023). Can Vet J, 2025;66(2):168-176.

Acessar Artigo Original no PubMed (PMID: 39898164)
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Prof. Dr. Atilio Sersun Calefi
Sobre o Autor

Prof. Dr. Atilio Sersun Calefi

Pós-Doutor em Farmacologia Veterinária pela USP. Médico Veterinário e Biólogo. Consultor de toxicologia, farmacologia e patologia forense. Coordenador da CSVET Editora e preceptor.

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