Fratura Acidental ou Agressão? Como a Perícia Diferencia Maus-Tratos Físicos em Cães e Gatos
20/08/2026
Publicado por Dr. Atilio Sersun Calefi
Em muitos casos de maus-tratos a animais de companhia, agressores alegam que o animal foi atropelado na rua ou sofreu uma "queda acidental". No entanto, a biomecânica das fraturas ósseas deixa assinaturas específicas que a perícia veterinária forense é capaz de decodificar.
Padrões de Fratura: Acidental vs. Não-Acidental
Pesquisas publicadas no The Veterinary Journal demonstraram critérios objetivos:
- Fraturas de Costelas Múltiplas e Bilaterais: Altamente associadas a agressão física direta (chutes, pisões ou compressão torácica), especialmente quando presentes em diferentes arcos costais sem lesão cutânea compatível com atropelamento.
- Fraturas Craniofaciais e Mandibulares Isoladas: Típicas de golpes diretos com objetos contundentes ou socos/chutes direcionados à cabeça do pet.
- Fraturas em Diferentes Estágios de Consolidação: A coexistência de fraturas antigas (com calo ósseo maduro) e fraturas agudas (sem reação osteogênica) comprova histórico continuado de violência doméstica contra o animal.
Referência Científica:
Intarapanich NP et al. Characterization and Comparison of Injuries Caused by Accidental and Non-accidental Blunt Force Trauma in Dogs and Cats. J Forensic Sci, 2016;61(4):993-9. DOI: 10.1111/1556-4029.13074.
Acessar Artigo Original no PubMed (PMID: 27364279)
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